2 de mar. de 2014

Resenha : O Lado Bom da Vida (com spoilers)

Título : O Lado Bom da Vida
Autor : Matthew Quick
Editora : Intrínseca
Estrelas : 5/5
♥♥♥
"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parecer ser promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo, e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora de um homem que não desiste da felicidade, do amor, e de ter esperança."
Esta resenha contém spoilers.

Sem palavras.
Vocês sabem que eu sou muito chata com estrelas. Se eu dei 5, tem um motivo.
PAT PEOPLES, É PERFEITO ! PERFEIÇÃO DE HOMEM. POR QUE DENTRO DE UM LIVRO ? POR QUEEEEEEEEEEEEEEE ?
parei.
vou começar uma resenha decente. Em 3,2,1...

Tradução muito bem feita, boa narrativa em 1° pessoa, um decorrer da história bem interessante. Personagens bem construídos, e uma escrita insubstituível.
Estou praticando ser gentil em vez de ter razão.
Pela narração do Pat (que é super percebível da doença mental dele), podemos saber que ele é bem infantil quando se trata sobre a vida. Ele não acredita em coisas ruins. Coisas ruins deixa ele furioso. Pat é complexo, ingênuo, bondoso, amável, fofo, cativante, e tem um coração vasto. O motivo que faz as pessoas se apaixonarem, rirem e até chorarem.
Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas. E lembro de continuar tentando.
 Os outros personagens foram tão bem construídos quanto Pat. Tiffany que é safada, bipolar, mas acima de tudo, uma boa pessoa. Entendo o especial motivo do Pat se render à ela, no final do livro.
E até o Dr.Cliff, que trata o Pat não apenas como um paciente, mas sim como um amigo.
Você tem que fazer tudo que puder, dar o seu melhor. Se fizer isso e ser positivo, tem uma grande chance de você conseguir ser feliz.
O futebol americano era muito importante na história (que podemos perceber que, na capa, os rabiscos são jogadas de futebol americano). É importante na história pois é o que motiva o pai de Pat a conversar com ele, e o aproxima do irmão. Sem falar que, disso, o Pat conseguia manter uma boa conversa com qualquer pessoa.
Dói olhar para as nuvens, mas também ajuda, como a maioria das coisas que causam dor.
No todo, o enredo não tem nada de fantástico. Mas é aí, que o Matthew Quick me conquistou. A coisa simples, que ele aperfeiçoou.
Acho que eu também preciso de você.

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